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Coluna de Marcos Roberto: O empoderamento dos idiotas
05/08/2020 18:44 em Colunas

Creio que todos assistiram às imagens, de uma série de agressões desferidas, por um agente policial em folga, que ao sentir-se incomodado em seu apartamento, devido a emissão de sons, que vinham de uma residência próxima, deliberadamente partiu para uma resolução exasperada, invadiu ao recinto, onde estavam 4 estudantes a comemorar a um êxito conquistado por uma delas, e desferiu golpes contra essas mulheres, com uma variação de socos, chutes, e até com um apetrecho em mãos, sobre o olhar plácido de sua esposa. Um episódio horrendo e odioso, mas que talvez, explicite o empoderamento daqueles, que o único veio, de resolução de problemas, é a força física, o grito. Muito similar a maneira como o presidente e os seus sequazes agem, quando sentem-se coagidos. Sim, Bolsonaro é o ídolo desses boçais. 

 

Com uma discursiva eivada de rancor pelo sucesso alheio, ódio para os que diferem-se e desprezo por todo os vulneráveis, o governo do Messias, com sua permissividade, intuiu a muitos, a não utilizarem mais o expediente, dos argumentos, de ideais, de conceitos sociais, e sim, insuflar o instinto animal, e mostrar o que uma pessoa inócua, é capaz de produzir, que são atitudes violentas, como o policial referido. Agravasse quando se têm, figuras femininas, que arcam com o machismo cotidiano, e constituem-se nos alvos prediletos, por todo o macho que carrega intrinsecamente, retrógradas ideais, de que são elas o sexo frágil, desprezíveis, e portanto, não tem dignidade suficiente, para serem observadas pela ótica, do respeito. 

 

Os desvanecidos de sensibilidade e inteligência, apenas almejam com essas ações, preservar o seu status de eterno provedor, mas não identificam, que tornaram-se sujeitos tacanhos, cujo o espírito é fétido, por todo o sentimento nocivo, que nutre pela sociedade. Jair Bolsonaro os elevou a um estágio, de terem a sensação, de que estão livres, para cometerem crimes, e não serem punidos, pelo menos, é o que imaginam. Suplantar a esses ideais, é um dos frontes de batalhas que estão aí, e que devemos preencher. 

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